Dono

 

Nunca a imaginei tão bonita como agora.

 

Jamais achei que a curva de um quadril pudesse conter tanta beleza como a que eu agora degustava, ao olha-la por aquele ângulo.

 

Era mulher em sua plenitude. Era fêmea esperando o macho. E o macho, era eu.

 

 

Saboreei cada instante daquele espetáculo visual. Mas isso não foi nada comparado ao que sentia em minha mente.

 

Comparado ao poder que sentia sobre ela.

 

Andava à sua volta. Olhava. Parava. Mudava o foco. Olhava as costas. Os cabelos. Os seios. A pele, O rosto. Os olhos. As pernas. Olhava-a TODA. E descobria que ela, ao permitir que eu a amarrasse, me falava:

 

- Toma. Toma que sou tua. Me usa como quiser. Não vou opor resistência. Mais que isso! Não QUERO impor resistência.

 

A voz inaudível dela continuava a me mostrar que ela era toda minha.

 

- Não precisa se conter, porque te quero DONO DE MIM. Quero ser tua como nunca fui de ninguém antes.

 

Era um ângulo incomum, mas um ângulo que me mostrou mais que sua intimidade exposta, me mostrou mais que uma mulher presa por cordas, mais que uma bunda empinada, mais que uma brincadeira sacana.

 

Mostrou quem era eu. Mostrou que como enxergar o desejo dela além de sua própria vontade. Mostrou que eu agora sabia quem eu era. Naquele momento me descobria. Descobria que era Dono. Dono dela. DONO DE MIM.