FISTING
Sensibilidade na ponta dos dedos. Toque. Calor. Pressão.
Possibilidade de ouvir o silêncio. Aquele tipo tão intenso que se escuta dentro da mente, se sente por baixo da pele e tem até tensão elétrica.
Toque. A pele tem vida própria parecendo ser independente do
restante do corpo e agindo de forma deliberada.
Um arrepio. Os pêlos se eriçam e mostram que o caminho é aquele.
O corpo retesado, mostrando que não é algo simples, mas é algo
que os instintos guiam, mostram o caminho a seguir.
Calor. Um dia de verão carrega uma tensão no ar. E a pele das
coxas mostra que o toque causou efeito. Está quente. O sangue flui por ali com
rapidez e no centro do corpo dela será o ponto de convergência.
A pressão. Forço
as paredes dilatando o que antes era território inexplorado para minha mão.
Toque, calor e pressão estão juntos agora e ouço o gemido. Alto.
Forte. Selvagem.
Era eu dentro dela. De novo. Mas de forma nova. Minha mais uma
vez, não me canso de sentir o toque, o calor e a pressão de seu corpo em minha
mão.
Pressão constante que minha mão respondia em sentido oposto,
abrindo o espaço onde antes não existia e provocando, definitivamente, o fim do
silêncio.
Calor que agora a fazia gemer de modo contínuo, indicando que
provocava o novo e trazia o prazer do desconhecido que tornava-se um
companheiro que iria acompanha-la sempre.
Toque profundo e completo que trazia para nós o objetivo de tudo aquilo.