Alma submissa

 

Escrevo sob o pseudônimo de Rapunzel, tenho 36 anos e conheci o BDSM há uns meses por intermédio de um amigo na NET. Ele inicialmente me enviou alguns sites e, outros, eu pesquisei por conta própria devido a minha curiosidade e afinidade com o assunto.

 

Adentrando teoricamente no mundo BDSM observei o quanto aquilo apesar de NOVO, me era VELHO. Desejos, fantasias, práticas já realizadas antes, mas sem teoria, sem rituais, sem nomes, puramente por instinto, por vontade, por curiosidade, por necessidade! Fui lendo e relembrando minhas experiências e, sem me dar conta, aprofundei-me nos textos que falavam sobre fisting.

 

Que termo NOVO seria aquele antes nunca ouvido e nem tampouco lido?! Com imensa ansiedade, fui literalmente ‘comendo’ as linhas e entrelinhas do texto e me vi já tendo realizado aquela prática!

 

Morei junto com meu ex por cinco anos e nunca ficou estabelecida uma relação D/S e nem tampouco quem era DOM e quem era SUB, mesmo porque nem tínhamos noção do que esses termos significavam na época (e acredito que ele não tenha até hoje... rs). Mas eu, no momento em que lia os textos, tomei consciência imediata da submissa que sempre fui!

 

Eu e meu ex tínhamos uma vida sexual intensa e bem pouco convencional para os padrões baunilha. Frequentemente ele me ‘incentivava’ a sair com roupas específicas ou sem calcinha em determinados eventos sociais, realizar jogos secretos em público, receber punições por ‘mau comportamento’, etc. Mas um dia, algo muito novo aconteceu... E de forma natural.

 

Nunca nos questionamos na época como esse ‘elemento’ novo surgiu no sexo, mas ele nunca mais deixou de fazer parte dele!

Estávamos em casa, num dia normal após o trabalho e, devido ao clima quente do sul da Bahia (onde morávamos), ficávamos nus na cama... Começamos a flertar de forma lasciva e, como na maioria das vezes ele me tomava exercendo domínio quase sempre me imobilizando, permiti satisfeita que ele exercesse o que lhe era particular, sem que ele nem ao menos tivesse consciência desse PODER...

 

Ele me puxou para os pés da cama me agarrando pelos meus cabelos e me deixou de quatro, apenas com o dorso apoiado nela e com o traseiro a sua disposição... Amarrou meus tornozelos, um em cada pé da cama com as pernas bem abertas, de tal forma, que eu fiquei arreganhada para o seu prazer... Fiquei imóvel, com o traseiro empinado à espera de sua penetração vigorosa... Mas ele me fez esperar, passando sua pica pelo meu sexo, já úmido pelo simples fato de estar imobilizada, me forçando a empinar a rabo ainda mais, ansiando pela penetração...

 

Mas naquele dia, apesar da espera alucinada por uma forte estocada, senti apenas os seus dedos deslizando suavemente ao redor da entrada da minha vagina completamente molhada... Fui cedendo àquele toque, curiosa pelo que estava por vir, e ele continuou a dedilhar a minha buceta inundada pelo prazer que já escorria por entre as minhas pernas... Colocou um dedo e ela foi abrindo delicadamente, como uma flor que se abre para que o beija-flor saboreie o seu néctar doce...

 

Colocou mais um, entreabrindo-os dentro dela, alargando-a devagar e eu gemia, sedenta por mais... Colocou o terceiro, agora com movimentos circulares e ritmados, acariciando as suas paredes densas e pulsantes... Colocou o quarto, e eu fui sentindo-a inchar, aquecer, alargar para receber mais e levantei ainda mais minhas ancas na ânsia de ser penetrada até aonde jamais tinha sonhado ser... Implorava por mais dedos, por todos, pela mão! E ele foi me penetrando, agora com vigor, com força, com desejo de tocar meu útero, minha ALMA SUBMISSA!

 

Minha buceta transbordava de gozo, se abrindo para aquela novidade como se tivesse sido ensinada, obedecendo cegamente a cada movimento dele, como se aquilo lhe fosse nato desde todo sempre e literalmente ‘engoliu’ a sua mão que então me penetrou por completo! Minhas pernas trêmulas e meu corpo contorcido não se continham de tanto tesão diante do gozo que se deu nos momentos seguintes!

 

Uma explosão de prazer bem ali, ao alcance da mão dele! Ele então me penetrou mais uma vez, vigorosamente, mas agora com sua pica tesa, que invadiu por completo minha buceta completamente aberta, encharcada e ainda sofrendo os espasmos do orgasmo que ainda estava acontecendo!

 

E naquele momento me senti mais inundada ainda, agora pelo gozo dele dentro da minha buceta desnuda, frágil e completamente entregue... E gozamos juntos! Ele caiu com seu peso, satisfeito, sobre o meu corpo e ali ficamos por um tempo... Eu me sentia leve, como se estivesse flutuando num espaço paralelo ao mundo real... E adormecemos.

 

Hoje não estamos mais juntos, mas jamais me esquecerei dos momentos maravilhosos que passei com ele e de todos os fistings que praticamos depois dessa maravilhosa descoberta.