PONY TRAINING - Criando um haras

PUBLICADO NA REVISTA FETICHE SEX Nº 9 - 2007

Já falei anteriormente de DOG TRAINING quando iniciei o assunto PET TRAINING. Dando prosseguimento ao assunto, hoje o foco se lança sobre o PONY TRAINING.

Apenas deixando claro que não existe nestas práticas qualquer relação com bestialismo ou zoofilia e como já mencionado, o PET TRAINING é algo diverso destas práticas, porque o comportamento animal é no que ela se BASEIA, mas seus praticantes são seres humanos adultos, plenamente capazes de responder por suas vontades e com isso, manifestar seus desejos, coisa que os animais não podem fazer.

O PONY TRAINING (PT) é uma forma de relacionamento dentro do BDSM, uma prática onde quem domina assume uma postura de ser o TREINADOR (ou mesmo o jóquei em raros casos) da escrava, que assume a postura do animal, do eqüino. No PT a escrava torna-se uma potranca sendo treinada. É uma prática que combina disciplina, bondage, Dominação e submissão e em alguns caso, o sadismo e o seu correspondente, o masoquismo, tudo consensual .

Toda prática tem um início e no caso do PT, é possível que tenha tido uma origem FORA do ambiente BDSM, algo que começou a partir de situações que existem até hoje e que os praticantes do BDSM trouxeram para o contexto erótico. Como exemplo disso, temos os riquixás ainda utilizados no oriente, onde um ser humano puxa uma espécie de carroça com seus passageiros.

Além desta prática que até hoje existe, a DISCIPLINA utilizada para se treinar os cavalos serve de inspiração à prática do PT dentro dos relacionamentos BDSM.

Na Europa e nos EUA, esta é uma prática mais popular do que dentro do cenário BDSM brasileiro, mas isso se deve a uma série de fatores, dentre os quais posso destacar que as práticas eqüestres em geral, são mais difundidas e conhecidas pela população deste continente e país, respectivamente.

Um dos aspectos mais destacados nesta prática é o seu aspecto VISUAL. São populares as imagens de cavalos com SELAS e ARREIOS e eles existem também dentro da prática do PT, assim como existem bridões, estribos, peitorais. E este aspecto visual não diz respeito somente às potrancas, mas também aos cavaleiros, que podem utilizar chicotes, botas, roupas.

Muito interessante é a adaptação de um plug anal, com o objetivo de produzir uma cauda para a potranca, assim como produzir um interessante efeito estimulatório deste plug.

Falar destes equipamentos aqui seria uma redundância com o conhecimento necessário para as práticas eqüestres tradicionais, por isso, se você deseja saber mais sobre estes equipamentos não será difícil, basta ir à uma SELARIA, que é como se chamam as lojas de equipamentos para equitação. Lá além de ouvir falar de todo este equipamento, poderá CONHECER estes itens, se familiarizando com eles. Estas lojas também costumam disponibilizar vendas pela internet.

O uso humano destes equipamentos nem sempre é possível ou adaptável, porém uma vez sabendo-se o que se quer e tendo-se a inspiração inicial nos equipamentos de equitação, podem ser manufaturados similares para uso pelas potrancas.

É aqui que o BONDAGE entra como prática associada ao PT. É comum que os braços da potranca sejam atados às costas, fazendo com que elas disponha somente das pernas, assim como os eqüinos, não tendo as mãos como recurso auxiliar. Esta amarração pode acontecer por similares de arreios ou ainda ser produzida por cordas, e como se sabe, nada mais adequado para a utilização das cordas no BDSM do que através do bondage e do shibari. Mas isso não é uma obrigação e sim uma opção a mais.

Vou abordar aqui o treinamento, a prática efetiva do PT, onde se encontra alguns treinamentos feitos com mais freqüência, que são a tração, exibição, e a montaria. Todos eles visando a obediência, a disciplina, a formação da escrava na condição de potranca.

Começando pela tração, como no exemplo do riquixá oriental, é um treinamento que depende do “carrinho”, que normalmente é criado a partir da associação de um assento sobre rodas. Não existe este tipo de equipamento no ocidente, portanto é sempre fruto da originalidade e adaptação de outros equipamentos que aqueles que desejam fazer da tração uma prática comum em suas vidas dentro do BDSM, se valem. Conveniente lembrar também que para esta prática é necessário ESPAÇO, porque como no treinamento dos eqüinos reais, é preciso que a potranca tenha a possibilidade de se deslocar por espaços relativamente grandes, impondo a necessidade de, no mínimo, um quintal.

No mundo moderno são poucos que dispõe deste espaço, por isso esta forma do treinamento da potranca fica sempre condicionada à disposição deste espaço.

Em um treinamento completo, esta seria a prática INCIAL para se moldar uma boa potranca. Dependeria de força física em um nível possível, com a coordenação motora, os movimentos específicos deixados para um segundo momento.

Nesta forma um pouco mais avançada de treinamento, as potrancas são condicionadas para aprenderem a ter RITMO, para a seguir, aprenderem a andar de forma adequada, indo do passo leve, para a marcha, daí para o trote e a finalmente o galope.

E é neste tipo de treinamento de ritmo que se inicia o treinamento pra exibição.

Uma vez que tenham aprendido a andar puxando a carruagem, as potrancas serão ensinadas a andar de forma compatível com o que faria uma égua real. Isso consiste em levantar bastante os joelhos, fazendo com que o ângulo formado pela parte posterior do joelho, tenha um ângulo de 90º. As coxas, quando descrevendo a parte superior do movimento, irão ficar paralelas ao solo.

Para este treinamento é importante o tipo de calçado que a potranca irá usar. É conveniente que enquanto TREINA, este calçado seja confortável e plano, até que ela tenha aprendido a executar o movimento de forma satisfatória.

Saltos altos devem ser deixados para situações de exibição, quando a potranca já esteja habituada com a movimentação correta que deve apresentar.

Alguns COMANDOS VERBAIS são necessários no treinamento de exibições e indicam normalmente direções como FRENTE, TRÁS, LADO, assim como os comandos de ritmo (PASSO, MARCHA, TROTE e GALOPE).

Para se conseguir um treinamento mais eficiente é comum o uso de PESOS nas pernas, para que as potrancas se habituem a fazerem um esforço maior e com isso terem facilitado o movimento quando feito sem os pesos.

Uma vez treinada a potranca, as possibilidades aumentam bastante quando se tem a COMPETIÇÃO como algo possível. Para isso é preciso que exista outra potranca, igualmente treinada, para que isso ocorra de forma a mostrar quem atende melhor aos comandos, conseguem os melhores resultados, abrindo também possibilidades de prêmios e castigos.

A criação de um circuito com a utilização de obstáculos a serem transpostos é algo que também pode ser interessante.

Como este é uma forma geral de trazer uma visão à prática do PT, não vou aqui entrar em detalhes do treinamento, mas e existem sempre nuances muito maiores, situações mais específicas, mas passaremos à prática da montaria.

Evidente que quando falamos em Dominação Masculina, existe uma quase impossibilidade quase física de uma mulher suportar o peso de um homem, mas evidente que existem casos em que isso acontece, mas neste caso aparecem novas questões, como lesões ou mesmo acidentes e esta é uma prática que desaconselho.

 

Artigo de autoria do SENHOR_DO_CASTELO


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